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quarta-feira, novembro 30, 2011

Complot contra Strauss-Khan: que aconteceu realmente na suite do hotel Sofitel?

















Strauss-Khan ocupava a suite 2806. Nessa manhã Miss Nafissatou Diallo entrou e saiu por diversas vezes no quarto contiguo 2820 ocupado por um misterioso "empresário" francês, o que pressupõe ter a empregada ido receber minuciosas instruções sobre o modo e momento adequado para a execução do fellatio que tinha sido contratado. Um homem não é feito de pau e, entretanto, o blackberry com um sms de alguém amigo em França a avisar Strauss-Khan que ia ser vítima de uma tentativa de o envolver num escândalo, desapareceu! e nunca mais apareceu. No final da cena de prisão transmitida na televisão, houve alguém que celebrou o êxito da operação na recepção do hotel. O New York Times publicou uma cronologia da execução do complot. O resto é sabido: Dominique Strauss-Khan foi destituido do cargo de director do FMI onde se encontrava apostado em resolver a crise do Euro (à revelia de desejos de forças ocultas que trabalham para que a moeda europeia venha a implodir (1) e o candidato presidencial com maioria às eleições em França foi destruido politicamente, servindo assim essas forças ocultas que não pretendem ver Nicholas Sarkozy afastado do poder (ainda para mais democraticamente). É assim que se trabalha já há muitos anos, é assim que se continuará a trabalhar no futuro próximo

(1) alemã Autoeuropa entre as empresas que se preparam para fim do euro
(2) Alemanha actual representa o mesmo papel dos EUA em 1931. História demonstra que forçar a queda da economia doutros paises não augura nada de bom (Rebelion)
(3) Zona Euro à beira do precipício

Na infografia, 4 personagens chave na execução do plano de subserviência ao imperialismo judeu-anglo-americano: Merkel (IVReich), Draghi (BCE), Lagarde (FMI) e Sarkozy (Frankreich)
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terça-feira, novembro 29, 2011

a Estratégia de Criminalização da Dissidencia Política - uma história universal de polícias e ladrões

Segundo o “Grupo de Apoio Legal” aos manifestantes alvo de agressão e prisão na manifestação de 24 de Novembro, divulgado no Indymedia.pt, “pode-se observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados (1) que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro!”
A acção de ataque informático de ontem ao Ministério que tutela as forças policiais foi uma "resposta aos ataques de mais de 50 'agentes provocadores' infiltrados na manifestação” da passada quinta-feira, (justificada no Twitter).

A plataforma dos “Indignados” acusou o Governo de “práticas típicas de regimes autoritários e repressivos” (pelo que se lerá abaixo se verá que as coisas não são tão simplórias assim, nem são um mero fenómeno local) – e a Procuradoria Geral da República disse que ia “investigar”, o que significa que, depois das mentiras do Ministro Macedo, na prática vai ficar tudo a navegar nas impunes e costumeiras águas de bacalhau.

Alguém das chefias da PSP justificava-se hoje de manhã na Antena 1 dizendo não compreender as acusações, “porque os mesmos cidadãos que chamam a policia para os defender de desordeiros são os mesmos que depois passam a atacar e a acusar a actuação dessa mesma policia” - trata-se de um discurso sacana - uma coisa é a policia de segurança pública com actuação tradicional preventiva contra o crime comum, outra coisa completamente diferente são as policias de choque equipadas com 5 milhões de euros em material adquirido recentemente para ser usado na repressão de manifestações de grupos sociais dissidentes . A esperteza do chui é conhecida.
A estratégia de criminalizar a dissidência faz parte de um programa global de procedimentos policiais (2) nos Estados subjugados como Portugal. Pretende-se aterrorizar as populações por forma a que estas se sintam intimidadas e aceitem passivamente toda a espécie de imposições politicas: governos não eleitos nomeados por bancos, perda de direitos adquiridos, generalização da pobreza pela retirada do investimento público no emprego (dinheiro investido em guerras de ocupação no exterior), ajuda dissimulada à opressão de povos (3), etc.

O povo tem todo o direito de se manifestar e usar todos os meios ao seu alcance...

... para apear um governo que não cumpre a Constituição, logo, um governo que tem de ser declarado ilegítimo e ilegalmente constituído com base num programa de mentiras.

Novamente segundo o “Grupo de Apoio Legal” aos detidos: “tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de Finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno (4), serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os “anarquistas” ou os “extremistas de esquerda” ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias” (5)

A chave para a compreensão do ovo da serpente está no imperialista “National Defense Authorization Act” que esta semana Obama pretende ver aprovado no Congresso – ou seja, pior que Bush com a guerra preventiva que começou a caçar “terroristas” ilegalmente , este decreto irá dar poderes à administração Obama para prender suspeitos de atentar contra a “segurança do Estado” por actos que estes ainda não praticaram, manter dissidentes políticos presos por tempo prolongado (Indefinite Detention), sem culpa formada nem julgamento mantendo essas pessoas em prisão dita “preventiva” por tempo indefinido (por exemplo por 5 ou 10 anos) , e toda a espécie de arbitrariedades policiais em nome da Ordem (neoliberal). (6)

A “Lei de Autorização de Defesa Nacional” de Obama (7), decerto a exportar para os seus aliados, define todos os territórios sob juridisção do governo como um campo de batalha, e autoriza as forças Policiais ou as do Exército, que passam a poder ser requisitadas para intervenção sobre civis, a prender cidadãos em espaço público ou nas suas próprias casas sem qualquer razão aparente. (ver OccupyWallStreet.Org)
Se os governantes em Portugal aceitam a dominação no campo económico, as directivas de procedimento militar da Nato e se sujeitam a toda a espécie de ingerências politicas no país, porque não haveriam de aceitar as normas do Império para a “segurança nacional interna”? existe um pacto nesse sentido – o inimigo das Policias como orgãos de repressão somos nós, os do Povo – obviamente, se os extremistas no poder querem radicalizar a luta em defesa dos interesses de que são lacaios, então terão uma resposta a condizer. Como se tem demonstrado sempre ao longo da História, no final o Povo Vencerá!

(1) Como se viu o ano passado em Toronto, os agentes policiais fardados e os agentes infiltrados neste simulacro de detenção, usam exactamente a mesma marca de blusões e botas exclusivamente fabricados para as forças militarizadas (GlobalResearch)
(2) O spray-Pimenta provoca incapacidade por insuficiência respiratória induzida. Estes meios usados pela Policia são criminosos (ver video) mas são apenas o principio, as armas hipermilitarizadas que as policias locais estão autorizadas a utililizar; porém alguém justificou já estas acções como inofensivas uma vez que se baseia num produto de consumo alimentar (!); claro, na FoxNews
(3) Israel é o sitio do mundo onde existe o maior número de delinquentes fardados nas ruas por metro quadrado (perfeitamente identificados). Israel foi pioneiro na escola que forma agressores a vítimas civis pacíficas e desarmadas - cobarde, mas um modo sui generis
(4) No último G20 verificou-se um aparato policial intimidatório assustador, como antes já se tinha verificado em Toronto; de forma brutal a Polícia recebeu ordens para disparar balas de borracha à queima-roupa sobre manifestantes pacíficos (ver video)
(5) Na Carolina do Sul a policia invadiu propriedades privadas de armas de guerra em riste em perseguição de manifestantes que tentavam refugiar-se numa área comercial. Os que foram capturados foram acusados de violação de propriedade privada (fonte)
(6) Video: a vergonha que se abate sobre os cães-polícia
(7) Embora a lei fundamental "The Posse Comitatus Act" de 1878 proiba o governo de usar os militares para fazer cumprir leis contra o seu próprio povo no interior do país, o pretexto do combate ao narcotráfico tem conduzido à cooperação dos militares com as agências governamentais, o que basicamente consiste em proporcionar às policias locais o uso de equipamento militar e receber treino nos campos militares. Conquanto esta prática seja já assumida, Obama pretende passá-la a lei constitucional definitiva - mas ninguém melhor que o presidente "que bem enganou o povo de esquerda" para explicar a política de combate ao crime "desenfreado" (precisamente como Tom Cruise no Relatório Minoritário :



Lei S.1867: Administração Obama terá grandes meios à sua disposição para um brutal repressão sobre os dissidentes
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segunda-feira, novembro 28, 2011

29 de Novembro – Dia Internacional de Solidariedade com a Palestina

“... aos Povos sob ocupação colonial, dominação indiscriminada e perda dos seus direitos naturais é reconhecido o direito à auto-determinação para restaurar por si próprios esses direitos por quaisquer meios à sua disposição” (Resolução 2649 aprovada por maioria na Assembleia Geral das Nações Unidas em 1970)

(vais ou não renunciar à violência?)

Quando as Nações Unidas, em 1977, proclamaram o dia 29 de Novembro em cada ano como o Dia Internacional de Solidariedade com a Palestina, isso foi uma clara admissão de culpa no que se refere a este povo. Desde então tem sido reconhecido que o povo Palestiniano merece a solidariedade da comunidade internacional e o seu apoio, em nome da justiça e dos direitos humanos. Mas este é meramente um pequeno evento numa longa história

Fado da Má Reputação

Revivalismo I - património à desumanidade legado por um fadista à moda antiga e à francesa (Luís Cília canta George Brassens (1981)

Nesta aldeia sem pretensão/ Eu tenho má reputação/ Maltrapilho ou engravatado/ acham que sou mal comportado/ Porém eu não faço nem mal nem bem/ nesta minha vida de zé-ninguém/ Mas que vida mais triste tenho/ querendo viver fora do rebanho/ Sou insultado por toda a gente/ menos p'los mudos - é evidente
(...)



Revivalismo II: "Estado de excepção económica permanente (...) será que caminhamos para um totalitarismo político, motivado pela "crise" económica? (...) o casamento dos interesses das grandes corporações com o Estado redunda, invariavelmente, em Fascismo!" (no Luta Popular)

domingo, novembro 27, 2011

Cartazes de Propaganda de Guerra

Este cartaz, que integra a exposição de cartazes de propaganda em exibição no CCB sobre a segunda guerra mundial, mostra um pormenor curioso. Sendo uma obra da propaganda do III Reich Nazi, aponta as razões para a destruição do Bolchevismo soviético, que a “raça pura” dos Arianos europeus considerava o maior perigo para a Civilização. Os judeus foram um pretexto, porque na verdade o que Hitler pretendia abater era uma determinada forma de organização social que, pela sua superioridade, punha em perigo as elites da Alemanha.
No cartaz diaboliza-se um “comissário do povo” russo de chicote em punho obrigando barbaramente dois camponeses a trabalhar subjugados por uma desumana canga. Inscrita bem ao pé do garrote que estrangula o pescoço do escravo está a marca de ódio do opressor: a estrela de David que serve de emblema ao Sionismo judaico – ou seja, o Comunismo soviético seria obra exclusiva de judeus, e ambos tinham que ser exterminados, mais por serem comunistas do que por serem judeus.

Foi este desígnio que presidiu à monstruosa invasão pelas hordas nazis da Polónia e países bálticos em direcção ao coração da Rússia, quando a Alemanha iniciou a Operação Barbarossa em 1941 que causou muitos milhões de mortos.
Este exemplo da propaganda de Hitler é um bom lembrete para todos aqueles que se dispõem ainda a engolir a patranha que o Comunismo é igual ao Nazismo. A ideia de que todos os comunistas dos sovietes russos eram judeus é falsa. Seria normal que os judeus se integrassem em quantidade apreciável nessas organizações operárias, uma vez que a demografia apontava para a ocupação maioritária dessa etnia semita em toda a bacia do Volga, desde o Cáucaso a sul a Petrogrado a norte, bem assim como de toda a Europa Central, desde o Báltico a leste à Alemanha a ocidente. A secular influência maioritária dos judeus nessas regiões é inegável.
Nos antípodas, a mesma influência por maioria não pode ser atribuída aos actuais judeus norte-americanos, sejam eles conversos ou fotocópias a cores de cabelos loiros e olhos azuis de descendentes da diáspora do século XIX, uma vez que representam hoje apenas cerca de 3% da população norte-americana. Essa pequena minoria assimilada pela cultura yankee nada tem já a ver com estigma do semitismo. Porque ocupam então hoje tantos e tão importantes cargos nas instituições financeiras que dominam as administrações locais na América e irradiam a subjugação dos povos pelas dívidas por usura a todo o mundo?

A chave para a compreensão desta anormalidade está no regresso ao estudo do conflito que eclodiu entre 1939 e 1945, fazendo valer os seus efeitos até hoje. Nessa época, antes da monumental e grosseira falsificação em curso, os auto-denominados judeus norte-americanos não tiveram escrúpulos em abandonar à barbárie nazi os muitos milhões de judeus europeus. No final, como diz outro cartaz, a judiaria dominante nos negócios dos Estados Unidos aliaram-se aos judeus que mandavam na alta-finança em Inglaterra e aos judeus russos – "Hitler será exterminado, assim o determinaram Estaline, Roosevelt e Churchill na Conferência da Crimeia” (diz a propaganda de origem húngara, sobre as conferências secretas que culminaram com a de Yalta). O pior é que após 60 anos de falsificações, os que venceram ainda se apresentam, agora que formam o IV Reich, mais tenebrosos que os que então perderam.
Os povos da Europa são só, e de novo,
as suas mais recentes vítimas


"As Nações Unidas (leia-se os "Aliados) Lutam pela Liberdade" (1945)
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sábado, novembro 26, 2011

pelo fim da ditadura militar (no Egipto) e da ditadura policial (em Portugal)

Hoje há mais de 12 mil civis em tribunais militares, mais do que na época de Mubarak. Porém, ninguém mais aqui tem medo de ser preso ou torturado. A população egípcia perdeu o medo de lutar contra este Estado

A Oriente, celebra-se a promessa de liberdade futura com fogo de artificio sobre milhares de manifestantes; são familias inteiras que enchem a praça Tahir no Cairo de mãos ao alto para exigir que os Generais de Mubarack larguem o Poder - (de igual modo, também Mubarack não o largava, porque era um títere apoiado pelos seus amigos ocidentais)



a Ocidente, Joseph Stiglitz pede prisão para a corporação de banqueiros envolvidos nas fraudes e roubos que causaram a crise global. O Governo português limpa-lhes o curriculo, recapitaliza-os e depois apresenta a conta ao povo: "a Austeridade é o caminho, rosna Passos Coelho". Quem lucra com FMI? 34.400 milhões de euros é o valor que os contribuintes irão pagar em juros pelos 78.000 milhões de empréstimo da Troica

Os cães-de-guarda treinados para a repressão em Portugal andam mortinhos para arranjar pretexto para agredirem quem se manifestar contra a ditadura financeira. Infiltram-se à paisana nas manifestações para identificar os contestários mais combativos e tentam morder-lhes as canelas. O Estado gastou 5000 milhões em material bélico para equipar as Polícias e agora há que mostrar serviço, exista ou não "inimigo" credivel. No video abaixo se vê quem são os agitadores e vândalos ao serviço de interesses inconfessáveis!



e os miseráveis agentes da comunicação social falsa, cumprem o seu papel tentando acirrar mais os ânimos:

sexta-feira, novembro 25, 2011

Governados pelo Goldman Sachs

Democracia significa poder escolher. Quando o futuro não se pode escolher, vive-se em ditadura” (José Vitor Malheiros, Público)

Mario Draghi o presidente do Banco Central Europeu até 2019, ex-director do Banco Mundial, que como titular da pasta do Tesouro liderou o processo de privatizações em Itália, Mario Monti actual primeiro ministro de Itália, Lucas Papademos primeiro ministro da Grécia e o agora demissionário António Borges director do FMI para a Europa, num mau presságio para Portugal, têm todos uma coisa em comum: foram todos altos funcionários do banco de investimento de capitais judaico-norte-americanos Goldman Sachs.
Quando aqui há uns anos se desmascarou o modo como apenas um banco – o Goldman Sachs – subornava os democratas da administração Clinton, comprava também depois a adminstração Bush e a máfia dos republicanos – quase todos entenderam os factos como imaginados por uma qualquer teoria de conspiração – honni soit qui mal y pense (1). Os factos reais a focar que interessam são porém iniludiveis: uns congeminaram o "The Financial Services Modernization Act” (1999) e os outros o "The Commodity Futures Modernization Act" (2000). Uns puxaram o Goldman para cima com a lei de modernização financeira, os outros abriram-lhes as portas desregulando ainda mais o mercado bolsista de especulação sobre valores futuros. O objectivo foi tomar posse, depois da FED em 1913 com o Carter-Glass Act, do restante sector de investimentos públicos do sistema financeiro dos Estados Unidos. O resultado foi a fraude-crise do subprime e claro, o suborno na compra de um presidente novo que apaziguasse por momentos as massas. A bancarrota dos Estados Unidos (e do resto do Mundo) coloca a hegemonia de um futuro governo mundial na mão de um punhado de banqueiros investidores de Wall Street – isto é, fazendo o pino a Jefferson, de uma cleptocracia de ladrões, com governos de ladrões em proveito de ladrões

o judeu Lloyd Blankfein, actual director da Goldman Sachs, foi acusado (sem consequências criminais) de ter enganado até o próprio Congresso

Recentemente Aléssio Rastani bem avisou: "os governos não governam o mundo, quem o governa é a Goldman Sachs". A que se deve tamanha influência do banco de investimentos fundado pelos judeus Marcus Goldman e Samuel Sachs? Parte da resposta é a colocação assídua dos altos funcionários do banco na área do poderque remonta a 1913, quando Henry Goldman foi o consultor do governo para instituir o modo de funcionamento do novo Sistema de Reserva Federal, desenhado para determinar como Wall Street deveria funcionar sob a alçada de um consórcio de bancos privados com poder outorgado pelo Estado na emissão de moeda.

O judeu Sidney Weinberg, que dirigiu o banco por quatro décadas, foi consultor de presidentes - desde Roosevelt a Kennedy - o que lhe valeu a alcunha de “o Politico” pelo protagonismo nas cenas que se passavam por detrás nos bastidores com altos representantes dos governos. Os executivos do Goldman geriram fundos de campanha para Nixon, Reagan, Clinton e George W. Bush. A empresa bancária fez chover milhares de lucrativos pareceres pagos para discursos de figuras como Henry Kissinger e Lawrence Summers (ambos judeus nomeados para conselheiros de Estado); muito famosos e afortunadamente, dois lideres da Goldman Sachs – o judeu Robert Rubin e Henry Paulson – tornaram-se Secretários de Estado do Tesouro, onde as disposições de ambos, antes e depois da crise financeira de 2008, se transformaram em assuntos controversos e base para teorias de conspiração.

E o que disse um tipo clássico de direita sobre isto? - “It is not agreeable to see civilization so under the ugly thumbs of its impure Jews who have all the money and the power and brains...” (John Maynard Keynes)

"o Dinheiro, então, aparece como uma distorção do poder (2), contra os indivíduos e contra o futuro da sociedade… Dinheiro que reclama ser uma entidade em si mesma. Ele transforma a fidelidade em infidelidade, o amor em ódio, o ódio em amor, a virtude em vício e o vício em virtude, os servos em senhores e os senhores em servos, a idiotice em inteligência e a inteligência em idiotice. Assim, o Dinheiro, desde que existente e activo num conceito de valor, entranha-se e confunde-se com todas as coisas – põe o mundo de pernas para o ar – entranha-se e confunde-se em todas as qualidades da natureza humana”. (o Poder do Dinheiro, Marx, “Escritos Económicos e Filosóficos”, 1844)

(1) “Desprezado seja quem nisto põe malicia
(2) Leituras relacionadas: "Marx, Money and The Modern World - Imperialism and Finance Capital Today" (5ª Internacional)
(3) Recensão do livro "Money and Power, How Goldman Sachs Came to Rule the World
(4) Os únicos especuladores das Dívidas que não estão a passar por dificuldades: “The Partnership: The Making of Goldman Sachs”, Charles D. Ellis, 2008
(5) Wall Street: sessões contínuas em perda

Deuses do Mundo Moderno’, no conjunto de murais “A Épica Civilização Americana”, painel 21, José Clemente Orozco, Baker Library, Dartmouth College (1934)
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quinta-feira, novembro 24, 2011

Vai á Merda Mário

Na véspera da Greve Geral, rejeitando qualquer relação entre a divulgação do seu manifesto e a greve, Mário Soares imaginou e mandou redigir uma papeleta com o paleio do costume: "Um Novo Rumo”, uma alternativa inovadora que só a esquerda democrática pode oferecer” apelando “à mobilização dos cidadãos de esquerda que se revêem na justiça social e no aprofundamento democrático, participação política e cívica dos cidadãos que se revêem nestes ideias como forma de combater a crise”. Ufa! Mário, pensas que a maioria do povo português já não te topa de gingeira a ti e ao teu séquito maçónico?

Que o P”S” alguma vez tenha feito ou venha a fazer jus ao nome socialista que usurpou para defender, acerrimamente, os interesses do capitalismo, é um debate para o qual já ninguém de bem dá um chavo. No entanto permanece a ilusão na captura de muitos eleitores subjugados pelo síndrome de Estocolmo que explica porque é que as vítimas tentam sempre justificar a acção dos seus raptores.
O método americano como esta corporação elege os seus lideres é deveras elucidativo. Quem e como é que se escolhe os dois ou três intervenientes? depois votados por menos de 30.000 pessoas (o Benfica tem mais eleitores) num processo que nada tem de transparente – entronizando-se logo de seguida um líder ainda antes do congresso e antes de qualquer debate de ideias, desde logo viciado à partida? É simples um restrito grupo oculto de pessoas aposta num cavalo que deu mostras de voluntarismo e alguma destreza no exercício da retórica. E o escolhido passa a existir como homem do aparelho.

O processo de eleição (ou o modo como se abatem os dissidentes) é magistralmente bem explicado no filme de 1939 "Forces Occultes", baseado em documentos judeu-maçónicos autênticos das Lojas francesas. Oui messieur Mario, vous éte évidemment un petit monstre



Forces Occultes (parte 4) a Guerra!


o Parlamento é apenas um lugar de ruído:
“Acredito que com uma folha A4 se podia mudar a Europa toda”
disse ela

Não brinquem comigo; mesmo que aceitasse ser "contratada" por uma qualquer "associação discreta" iria admiti-lo publicamente? além do mais não papo grupos - estou reformada desde os 42 anos


Gajas e Gadgets: secretária de Estado Hillary Clinton promove venda de Kindles como prenda de Natal - no Twitter

quarta-feira, novembro 23, 2011

Uma teoria, um Programa, Um Partido, uma única Luta contra a opressão capitalista

"A força das classes trabalhadoras é a sua organização. Sem organização das massas, o proletariado não é nada. A organização é tudo. Estar organizado significa unidade na acção, a unidade na actividade prática" (Lenine, 1907)

Há 94 anos os Indignados russos atreveram-se a enfrentar o poder - e venceram!

Bem se gaba o Balsemão de haver muitos assalariados da Comunicação (a)Social que têm sido obrigados a "meter o jornalismo na gaveta" (aqui). Só por essa razão se pode explicar que o homem no video abaixo que expõe o inimigo e aponta a direcção da luta dos trabalhadores, não seja hoje uma voz no parlamento burguês - para acabar de vez com ele. Vejamos quem mentiu sobre este último governo "eleito" há já 6 meses e o diagnóstico certeiro que então foi feito: Garcia Pereira na última campanha eleitoral, Junho 2011 (pela hora de almoço que é para não ser muito visto):

nas eleições em Espanha ganhou o partido de direita

O que o espirito do tempo apaga é quem são esses da direita. O partido vencedor é o de José Maria Aznar, cujo avatar é o seu ex-ministro do interior nascido na Galiza, terra de ultranacionalistas no poder por tradição (Franco e Iribarne). O que já poucos se recordam é que o verdadeiro produto – Aznar esteve envolvido por interposto familiar no escândalo do Banco Português de Negócios, com ramificações que se estendiam para o tráfico de armas, ligações com o Rei Juan Carlos de Bourbon e altas individualidades do Partido Social Democrata português (PSD). Ou seja, os actuais governantes portugueses têm de novo os seus queridos amigos do peito no poleiro da vizinha Espanha.

Quanto ao bushista Aznar, faz pela vida, que isto do dinheiro em papel anda pelas ruas da amargura. O ex-lider do Partido Popular é agora assessor do maior produtor mundial de ouro, a multinacional canadiana de minas Barrick Gold. Com sede em Toronto a multinacional tem explorações mineiras nos cinco continentes, tendo produzido 7,8 milhões de onças de ouro no ano de 2010. Por todo o lado por onde passa (por exemplo no Chile e Argentina, dois paises com antecedentes de crises sociais gravíssimas) a empresa enfrenta por sistema acusações de infracção das normas sociais e ambientais. Mas enfim, quem são os crápulas da direita para se enfadarem com essa minudência de escrúpulos? (fonte)
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terça-feira, novembro 22, 2011

breve visita à parte da corrupção idónea

o tipo que anda por aí fardado de "nosso" primeiro ministro foi a Angola tratar dos negócios da tribo que o investiu no cargo. Aquilo que a tropa e os funcionários colonialistas não conseguiram fazer em 14 anos de guerra, vai sendo agora conseguido pelo estrangulamento do crédito financeiro concedido por conta das reservas de petróleo por décadas e pela hipoteca do futuro de um povo martirizado - cuja maioria continua a subsistir na mais degradante miséria, enquanto os seus tecnocratas de ponta compram aos 6 andares de luxo de cada vez no mais caro empreendimento imobiliário português. Mas dos 110 milhões que andam desaparecidos apenas 36 milhões vieram para Portugal, e claro, a investigação está a ser um sucesso para as "autoridades": 10 milhões de euros já foram apreendidos. O nosso herói angolano, de seu nome Álvaro Sobrinho foi nomeado para vogal do Conselho de Administração do Banco Espirito Santo-África pelo presidente do grupo BES Ricardo Salgado. Os outros 100 milhões saíram à casa?

(gráfico à direita). As exportações portuguesas para Angola em 2010 cifraram-se em 1915 milhões de euros. Neste momento a dívida de Angola a fornecedores portugueses cifra-se em 1051 milhões de euros.

Apesar dos investimentos estrangeiros apostarem num crescimento acima da média, as desigualdades sociais em Angola são gritantes, o desemprego atinge 45% da população jovem. Com 191 deputados num total de 220 o MPLA confirma eleição após “eleição” a sua manipulação da iliteracia politica popular benfica-sporting e estabelece-se na vocação de partido único. O seu secretário-soba-geral também presidente-da-república não faz segredo da sua intenção de se manter no cargo pelo menos até 2022. Mas, devido à abundância de convenientes matérias primas como o petróleo para abastecer o mercado global, Angola não é uma ditadura... nem precisa de uma “primavera” porque estes pretos não são árabes – e talvez aqui para os saudosistas valha a pena desenterrar a velha “Controvérsia de Valladolid(de Jorge Luiz Rodriguez Gutierrez) onde se fosse hoje, trataria de “saber se a raça negra tem alma ou se são meros objectos transaccionáveis

Tanta coisa para dizer, e “Cartas de Angola”, recentemente visto no DocLisboa, fala de Angola, mas sem pôr os pés em Angola. A jovem realizadora assume que escreveu o guião original em inglês – vive em New York – e meteu os pés a caminho de Cuba para entrevistar ex-combatentes que partiram em 1975 para ajudar a defender o povo irmão angolano do neocolonialismo racista que vinha a bordo das colunas armadas que invadiram Angola logo após o dia da independência, mas foca personagens sem ultrapassar as simples emoções dos fait-divers de indole romântica. E o produtor do documentário assume a tradicional postura ideológica “Cuba é uma tenebrosa ditadura”, para outra coisa qualquer não há dinheiro. Ponto final. Como espera uns trocos de uma carreira internacional o objecto fílmico é neutro – mas não existem percepções neutrais – todos quantos se afirmam “objectivamente” não pertencentes a nenhum partido, são de direita, conservadores. A realizadora Dulce Fernandes era ainda uma criança, nascida em Angola, quando veio de volta na leva de “retornados” a expensas da manutenção de mordomias na Metrópole para os ricos ou senhas de alimentação e roupas do iarn para os pobres. Lembramo-nos da matilha de cães vadios com pedigree abandonados pelos seus donos quando estes fugiram de Luanda na narrativa de Kapuscinski. Podiam ter levado os cães e ter procurado onde era a frente de batalha partindo para defender a terra que pensavam ser deles. Que se saiba, para os que ficaram, nunca o MPLA tocou na pequena propriedade privada. Ao mesmo tempo que o meio milhão de portugueses fugiam, outro meio milhão de cubanos cruzava o Atlântico na direcção contrária e, mal desembarcavam, a primeira pergunta formulada era qual era a direcção da frente de batalha. Tal sacrificio em nome do internacionalismo proletário valeu a queda do regime do apartheid na ponta sul de África, a negação de um prémio Nobel da Paz nunca atribuido a Fidel Castro e vale uma parceria privilegiada que se mantém entre a petrolifera angolana Sonangol e a empresa estatal de petróleos de Cuba.

Pese os esforços de imaginar um país, Angola não existe, existe apenas a República de Luanda, ruinas de milhares de casa coloniais portuguesas, milhões de minas terrestres espalhadas pelo território com nomes tão sedutores como “jumping jack”, “bouncing betty”, “toe popper” e “spinkler”, todos formidáveis brinquedos do fabrico ético ocidental, que continuam a causar mortos e mutilados e, entre as desgraças do abandono dos campos e a fuga para a grande cidade, o popular concurso na televisão Miss Mina Terrestre

Hoje em dia, desde o fim da guerra e dos esforços de Cavaco Silva/Durão Barroso de cooperação com o recém-comprado MPLA para o imperialismo, muitos portugueses ricos voltam a Angola e recuperam antigos privilegios - e Dulce Maria Cardoso, autora do romance “Retorno” volta a ver, num romance, as coisas pelo prisma original da criança que veio devolvida às origens:

o regime de Angola não é um regime aconselhável. Custa-me – para dizer o mínimo – perceber que Angola se tornou uma oportunidade de dinheiro e que toda a gente esteja contente porque vem para cá dinheiro angolano. Aquele dinheiro é criminoso. Temos de ter consciência disso. Não é uma sorte eles estarem a investir em Portugal, é uma vergonha. Isto tem de ser dito. Só pobres sem qualquer dignidade como nos tornámospodem achar isto bem. O Presidente de Angola está sempre nas listas dos homens mais corruptos do mundo. E nós fazemos negócios com ele e dizemos que é uma sorte? Mas em que raio de povo nos tornámos? Nós não somos isto. Os portugueses não são isto, isto são os governantes, o que é uma outra coisa” (revista Ler, pp 32). Quem os pariu é que tem que os embalar.

Visita de Estado de Hillary Clinton a Luanda em Agosto de 2009
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segunda-feira, novembro 21, 2011

a Greve Geral

Pelo Derrube deste governo, por um Governo de Esquerda Democrático e Patriótico!
Não Pagamos uma Dívida que não contraímos! O Povo Vencerá!

“O veto [do Orçamento de Estado] teria dado aos partidos à esquerda e aos sindicatos a legitimidade de que precisam para encherem as ruas” – mas o que se poderia esperar do partido dito “S” de “socialista”? Existe uma aliança tácita pré-definida desses palhaços com o P”SD”, a outra face do conservadorismo mais ultra, sob a supervisão do supremo comandante das forças armadas, (uma desgraça lacaia deste protectorado neoliberal perante a Nato) – afinal não foi o ministro das finanças Teixeira dos Santos quem abriu caminho à reforma laboral que previa acabar com os direitos adquiridos da classe média?: disse ele durante a preparação do Orçamento de Estado no ano passado: “Portugal, a par do processo de consolidação orçamental, terá de "aprofundar" reformas no mercado de trabalho que promovam um ajustamento às actuais condições económicas”; e a alternativa à falsa alternativa dentro do P”S”, Francisco Assis chegou a afirmar na mesma ocasião que o FMI não manda em Portugal". Cambada!
Aberto o caminho, corroida a memória pelo tempo “de que o P”S” é que era bom", vem agora o amanuense Passos Coelho comunicar que após a aprovação deste Orçamento para 2012 vai legislar no sentido de acabar também com as indemnizações para os contratos de trabalho anteriores à saída da nova lei.

A Greve Geral Nacional convocada para o dia 24 não pode ser equívoca: ocupando os locais de trabalho, organizando piquetes de greve, o seu objectivo é derrubar o Governo e o sistema que, a cada dia que passa, está a aterrorizar o povo português com medidas inteiramente fascistas e terroristas. Não temos medo da troica! Por um Governo de Esquerda, Democrático e Patriótico, a luta é o caminho: o Povo Vencerá!



Governo ataca Greve Geral no sector mais combativo e sensivel: os Transportes
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domingo, novembro 20, 2011

há uma almofada, para quem se quiser deixar asfixiar por ela

(Luis Afonso. Lopes, o repórter pós-moderno)

"o Hospital de Cascais, que foi fechado há dois anos, continuou a pagar o ordenado a 16 médicos e a dois administradores. Nós podemos repetir 100 vezes que não somos a Grécia, mas não vale a pena. Ninguém acredita" (editorial da Sábado)

o caso dos tipos que ganham pouco e que podem deixar de ser sérios a qualquer momento

"Um presidente da Caixa Geral dos Depósitos ganhar 5.000 euros é um convite à mediocridade e a outros esquemas". (Alexandre Soares Santos, dono de supermercados e um dos notáveis mecenas da campanha presidencial de Cavaco Silva (Expresso)

"Fico furioso quando ouço dizer que o Euro está em crise. Não é verdade" (Jean-Claude Juncker, presidente do Eurogrupo, Jornal de Negócios)

"Este louco do Papandreu lembrou-se do referendo. É por estar deprimido, não vale a pena torturá-lo. Já está acabado". (Nicolas Sarkozy, Le Figaro)

"A crise, ao contrário do que se diz, não traz oportunidades. Ou melhor, se as traz para uns, é porque as tira a outros" (Manuel Maria Carrilho, dn)
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sábado, novembro 19, 2011

da natureza de classe dos cortes ordenados pela troika

"Magistrados sublinham que a "Constituição não está suspensa" e impede cortes nos subsidios" - um bem adquirido por um contrato social em vigor, referente ao qual o Estado (cavaquista) se demite de exercer a sua função arbitral

(ler noticia aqui)

a "Burla dos direitos adquiridos", por Ângelo Correia

"Em Novembro de 2010, no Plano Inclinado da SIC Notícias, Ângelo Correia afirmou que adquiridos são apenas os direitos como o direito à vida, o direito à liberdade, etc.. Defendeu que todos os outros direitos, ou seja, aqueles que custam dinheiro ao Estado, são direitos que "não existem", que estão dependentes da solidez da economia. Concluiu mesmo que a ideia de direitos adquiridos se trata de uma "burla". No entanto, menos de um ano depois, a 23 de Outubro de 2011, quando questionado por uma jornalista da Antena 1 sobre a possibilidade de, em função do momento difícil que o país atravessa, abdicar da sua subvenção vitalícia de ex-titular de cargo público (quando, ainda por cima, trabalha no sector privado), Ângelo Correia afirmou não estar disponível, por se tratar de um "direito adquirido" legalmente. Vale a pena ver e ouvir... Afinal não foi o barão Angelo Correia, um tipo com este empolgante curriculo na esfola de negócios, o empregador e mentor ideológico de Passos Coelho?

sexta-feira, novembro 18, 2011

enriquecer a crédito por via das esmolas do imperialismo falido

"Quem vive muito acima das suas possibilidades é o Estado, a classe politica, os gestores públicos" (Paulo Morais, em "Ditos e Mitos)

No seu livro "De Olhos Bem Abertos" Manuel Maria Carrilho realça o facto de Portugal receber da Europa, desde 1986 até agora, cerca de 8 milhões de euros por dia. Se calhar são esses mesmos milhões de que se queixa agora a imensa nova-rica burguesia que tem vivido a expensas dos subsidios da União com resultados sociais Zero. Acabou-se a mama e essas coisas estranham-se... viver só com o dinheiro dos impostos dos contribuintes é uma miséria para tão grande números de administradores e gestores com soberbos hábitos adquiridos por anos e anos de corrupção.

Que haja o atrevimento de ser um Troico estrangeiro a anunciar, em horário nobre na televisão pública, o que está a ser decidido nos bastidores é um acto de subserviência nunca antes visto. Foi assim na RTP porque há precedentes no exemplo - a opção confere com "o acto de vassalagem que foi prestado à Troica pelos deputados de TODOS OS PARTIDOS com assento na Assembleia da República – desde aqueles que assinaram o Memorando, ou seja, PS, PSD e CDS/PP, até aos que “reclamam” a “renegociação da dívida”, como o defendem PCP e BE – como de facto um autêntico exercício de reconhecimento de que os novos dirigentes do país são o FMI, o BCE e o FEEF - e os interesses estrangeiros reclamam salários de miséria para os portugueses

Por regra o Estado paga bem menos em retribuições sociais que os impostos que cobra - pelo que seria óbvio decidir qual seria o escalrracho que precisa de ser ceifado... mas não, os interesses estrangeiros apontam a tesoura ao direitos essenciais - àquilo que para efeitos de propaganda eles chamam cinicamente de "direitos humanos"

Para onde há dinheiro? para a concessão de favores a amigos do partido e isenções fiscais pelo Estado cavaquista a uma luxuosa Fundação de pesquisa médica multinacional para ricos (...) "o verbo de encher que se está a revelar António Costa, consentiu em suspender o PDM da cidade de Lisboa (1) para que a Fundação Champalimaud, contrariando as regras em vigor para todos, pudesse edificar a sua sede à beira-rio, na zona de Pedrouços. Ou seja, uma Fundação que nasce para fazer o bem público, começa por exigir e obter privilégios no espaço público que resultam no prejuízo de um bem comum, como é o direito a usufruir livremente da frente do rio, sem a ver tapada por construções avulsas, negociadas por favor político ou pessoal. Isto diz muito acerca da prática instalada entre nós de que não existe iniciativa privada sem favor do Estado" (Miguel Sousa Tavares, Expresso 6 de Outubro de 2008)

(1) ler Paulo Morais: "Municipios transformaram-se muitas vezes em centros de trocas de favores"
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quinta-feira, novembro 17, 2011

desviar as atenções de uma Auditoria independente à Dívida

Não venham com a cantiga que somos todos responsáveis pela crise porque todos vivemos acima das possibilidades. É responsável quem governou, sacou, delapidou e desviou os dinheiros públicos” (Rui Rangel, CM 17Out.)

A crise nos Estados Unidos que rebentou em 2008 é o produto da excessiva concessão de empréstimos a pessoas que não tinham possibilidades de os pagar…É a saida possível para um regime capitalista que precisa sempre de crescer, ainda que nas formas mais irracionais. Criaram esses créditos a partir do nada aos milhões, de forma fraudulenta, empacotaram-nos e venderam esses titulos na forma de hedge-funds aos bancos de todo o mundo, com especial incidência na União Europeia – é esta a origem da “crise bancária europeia” – segundo John Kenneth Galbraith: “os bancos europeus alavancaram-se para comprar hipotecas tóxicas americanas e quando estas entraram em colapso eles começaram a despejar os seus enfraquecidos títulos soberanos para comprar outros mais fortes, puxando os rendimentos para cima e finalmente forçando toda a periferia europeia para dentro da crise. A Grécia foi simplesmente o primeiro dominó na linha”. De facto a explicação de Galbraith é insuficiente: “os outros títulos mais fortes” foram os instituídos pelo “tarp Money” emitido pela Reserva Federal e literalmente despejado no Banco Central Europeu sobre a forma de empréstimo para que a médio prazo fossem os povos europeus a pagar os prejuízos pela derrocada financeira norta-americana. A Alemanha, território privilegiado pela ocupação militar no pós guerra para a centralização da economia europeia, é de facto apenas um sub-imperialismo, controlado pela emissão da moeda imperial global que é o dólar.

“Em tal crise, continua Galbraith, a primeira defesa dos bancos é mostrar surpresa – "ninguém podia ter sabido! – e culpar os seus clientes por imprudência e trapaça” mas o que aconteceu foi que a restrita plêiade de banqueiros que controla a Reserva Federal e Wall Street semearam empréstimos a taxas irrisoriamente baixas de 1% para no refluxo da crise se fazerem pagar por eles a 6, 7 ou até mais de 10%. Quem lucra? “a subida das taxas de juro das dívidas dos países do Sul da Europa tem sido acompanhada, simultaneamente, pela descida das taxas de juro da dívida alemã. A Alemanha já terá lucrado nos últimos dois anos cerca de 9.000 milhões de euros”, isto é, dinheiro que tem retorno na recuperação do descalabro norte-americano. É por esta razão que o BCE se recusou a resolver a crise de repente o que poderia ter feito através da compra de títulos de países fracos e refinanciá-los. O argumento contra isto é chamado "risco moral" ("moral hazard"), reforçado por velhos temores de inflação, mas a questão real é que fazer isso admitiria a perda de controlo por parte dos credores sobre o Banco Central Europeu. Acções paralelas àquelas tomadas pela Federal Reserva – nacionalizar todo o mercado de papel comercial, por exemplo – afastaria o BCE, muito embora ele compre títulos soberanos quando tem de fazê-lo. Assim, ao contrário, a zona euro avançou na criação de um gigantesco CDO tóxico chamado Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), o qual pode a breve trecho ser transformado num ainda mais gigantesco CDS tóxico. Isto pode adiar o pânico no máximo por uns poucos momentos”, conclui Galbraith.

É neste pano de fundo que surge esta semana a noticia de um manifesto do autodenominado "Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa” (cadpp)

Os bancos detentores de títulos tóxicos não conseguem vender os títulos tóxicos e ficam descapitalizados. Então o papel dos governos passou a ser o de garantir a liquidez desses títulos, ou seja, o governo disponibilizou a sua capacidade de endividamento para garantir crédito aos bancos privados. Na medida em que os bancos vão limpando dos seus activos os títulos podres é o Estado quem assume os prejuízos e aparece como “endividado”. O mais importante para o Estado foi garantir a liquidez, devido à possibilidade real de insolvência do sistema bancário privado, mas com esta subtileza, facilmente identificável, o que houve foi uma transferência do sistema de crédito privado insolvente para a esfera pública, quer dizer uma dívida que foi contraída por uma minoria de agentes bancários com a especulação financeira é agora reclamada como dívida a ser paga por todos os cidadãos contribuintes. “Sendo certo que a crise da dívida envolve uma teia financeira internacional o repúdio unilateral da dívida resulta imediatamente dos actos de endividamento odiosos, ilegais ou ilegítimos à face das leis nacionais e internacionais”, concluem os autores do manifesto.

O primeiro passo a dar para a solução da crise deverá ser, no seu entender, “a realização duma auditoria cidadã, acompanhada de suspensão do pagamento da dívida pública e seguida da sua anulação. Graças às insistentes declarações dos poderes instituídos, quer-se passar a ideia que todas as dívidas públicas foram contraídas em nome das populações, mas terá de haver uma auditoria que prove “se essas dívidas reverteram em benefício da população em geral. Se assim não for, (como não é) a dívida é ilegítima – pela mais elementar justiça, não pode caber ao cidadão comum o reembolso de dívidas alheias, contraídas em benefício de interesses particulares”. A auditoria cidadã deve investigar a parte odiosa, ilegal ou ilegítima do endividamento, a qual merece repúdio automático segundo as leis da comunidade internacional. As entidades responsáveis por esses crimes, sejam elas individuais ou colectivas, devem ser postas perante a justiça

Quanto devemos? porque devemos? a quem devemos? afinal seremos, segundo a perspectiva de trabalhadores ou capitalistas, devedores ou credores? E estarão à espera que se faça uma auditoria incorporando na comissão de auditores alguns dos cúmplices dos ladrões que são coniventes com o colossal furto que está em marcha?

O “Acordo com a Tróicanão passa, quando muito, de um acordo ou tratado internacional, que está subordinado à Constituição da República – a qual não se encontra suspensa – e não pode justificar a supressão ou aniquilamento dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos(Garcia Pereira)

quarta-feira, novembro 16, 2011

nacional-sindicalismo de tipo novo

O homem e a mulher donos da “loja do chinês”, abrem cedo o negócio e, noite adentro ainda lá estão. Eles realizam um trabalho produtivo: são um entre muitos pontos terminais de escoamento para mercadorias chinesas, numa situação concertada previamente, para a qual os empresários receberam um financiamento do Estado. Num sistema pró-socialista todos são investidores (organizados na forma do Estado) e todos têm um retorno: na forma de reprodução de encomendas para a fábrica que alimenta o operário.
A meio do dia, num breve lapso, um português enrascado da vida entra na loja e surripia quatro pares de meias saindo sem passar pela caixa. Embora a mercadoria seja agora dele e o nosso larápio tivesse trabalhado, o que ele fez foi um trabalho improdutivo. As meias rompem-se e voltar a gamar nem sempre resulta em êxito na correlação risco-valor. Na sociedade capitalista o nosso xico-esperto, na ausência de perspectivas, exasperado, passa-se dos carretos e “produz” qualquer bem-ou-mal mais grave e vai de cana; o Estado passa a pagar-lhe a subsistência, (ou o subsidio de desemprego nos casos menos graves).

A generalização que não distinguetrabalho produtivo” de “trabalho improdutivoleva José Neves a afirmar que “a cidade da multiplicidade de produtores” desmistifica “o equívoco de tomar como produtores apenas e só a figura do operário fardado de sarja azul da fábrica”. Ou seja, aceita, revê e conforma-se com o status imposto pelo capitalismo, como se isso fosse uma coisa intelectualmente muito moderna. Realmente, os operários-de-facto já não se vêem, mas lá que os há, lá isso há. Basta deixar de olhar apenas para dentro e olhar também para o lado de fora da globalização. Isto para “quando nos voltarem a falar da necessidade de o país voltar a produzir”.

Na deslocalização da fábrica para longe onde esta dá mais lucro e menos incómodos ao patrão, tal como nos casos dos vastos sectores improdutivos da sociedade, o Estado capitalista burguês subtitui-se à realização de valor pela classe operária. O sindicalismo torna-se um factor residual (1). E quem controla e desarma então a capacidade de luta dos 80% de trabalhadores que não são sindicalizados, os precários e os trabalhadores (2) desempregados? – resposta: os sindicatos reformistas burgueses – que recebem dinheiro do Estado como prémio de produção pela sua eficácia.

Alguns números
9,9 milhões de euros foi o valor das contribuições do Estado para a CGTP e UGT no primeiro semestre de 2011. No final a verba rondará os 20 milhões/ano.
a UGT conta com 200 mil filiados (quase totalmente do sector terciário) e a CGTP regista 500 mil trabalhadores sindicalizados. A população activa em Portugal situa-se nos 5.587.300 individuos.
2,7 milhões de euros é o valor das quotas anuais pagas pelos trabalhadores sindicalizados à CGTP.
a CGTP emprega 10 mil dirigentes e delegados sindicais a tempo inteiro